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Planos

Na série Planos, as composições onde camadas, recortes e estruturas geométricas organizam uma paisagem urbana em constante deslocamento. Partindo da experiência de Brasília, as obras deixam de operar como representação da cidade para se aproximarem de uma experiência espacial e sensível.


Os planos se sobrepõem e se fragmentam, criando tensões entre profundidade e superfície, ordem e gesto. A cidade surge como fluxo: atravessada por ritmos, vazios e percursos que transformam a arquitetura em atmosfera. Em Planos, a pintura não descreve o espaço, ela o instaura. O olhar do artista percorre camadas que revelam uma cidade menos monumental e mais vivida, onde memória, corpo e paisagem se encontram de forma instável e contínua.


Texto de Monica Tachotte, para a exposição “Perder a Borda” realizada em 2026.

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